
Utopia
Uma dose de Tequila, ou um begue, por favor . Deixe me livrar de meus pés cansados e de meu corpo in-sólido . Quero outro frescor . Algo demasiadamente concreto para que meus sonhos não se desfragmentem em segundos, cada um, um por um . Minhas pálpebras já estão cansadas, nelas estão carregadas pedaços de dormência, de insanidade, de insônia . Quero as fechar, quero me fechar, quero viver em meu mundo inclusivo onde tudo é azul . Punhos, mãos, pele . Sinto-me dilacerar a cada grão de areia que se cai sob a minha ampulheta inexistente . Dói, meu querido, dói . E não estamos juntos nessa . Não nessa . Não estamos compartilhando os mesmo atos, fatos ou morbidez . Sua retórica em meus tímpanos, já não soam mais eloqüentes . Minhas vozes não ecoam mais a te procurar . Minhas vozes hoje possuem um toque de persuasão, incita cada pedaço humano que ainda existe dentro de você . Você é humano querido ? Pois humano é a última coisa que posso me recordar do tempo em que a polaridade entre nós ainda era igual .
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