sexta-feira, 26 de novembro de 2010


Sr. incógnito
Sou inteligente o suficiente para saber o que é bom pra mim ou não. Também sou a unica capaz de saber quando algo esta me fazendo mal ou não. No entanto, quando se trata de ti , não consigo me definir, nem ao menos definir o que tu significa pra mim. Não sou boa com sentimentos, nem possuo o jeito mais delicado do mundo para agradar alguém, e eu nem me esforço para ti se apaixonar por mim, não quero, e não irei faze-lo. Mas me preocupo quando esta estranho e me pergunto se o problema sou eu. Logo, me pego ignorando esses fatos e pensando que tu não muda nada em minha forma de agir e nem tem valor para mim,entretanto volta e meia, estou perto demais de você, com minhas mãos nas tuas, podendo sentir o que você exclama, mas não podendo saber o que sinto. Fico um tanto confusa. O mais lógico sempre foi, haver uma divisão aqui dentro 'Preciso' e 'Não preciso' / 'Quero' e 'Não quero' . E há esta divisão. Só que tu se perde, e não se encaixa em nada disso, não preciso e não quero,mas me sinto melhor quando te tenho por perto. Mas sei que esta aqui dentro, em algum lugar, desprotegido e sem uma moradia estável, mas esta ! Sr. incógnito, não me peça para te dizer o que sinto, não me peça para te dar valor. Eu não tenho o sentimento para isso, e nem uma definição para você. Mas apenas fique e me de tua mão, e deixe que o teu silencio eu o faça com um beijo. Nosso beijo.

Um bom namorado

Um bom namorado irá pedir dinheiro emprestado, seu verdadeiro amor vai usar o seu cartão de crédito quando você não está olhando (ele conhece sua senha, é claro). Um bom namorado vai ser perfeito em torno de seus pais, seu verdadeiro amor irá chamá-los de mãe e pai, em seguida, perguntar o que tem para comer. Um bom namorado vai te beijar na frente de seus companheiros, seu verdadeiro amor vai te beijar na frente de seus pais. Um bom namorado vai ficar no telefone com você toda noite, seu verdadeiro amor vai estar lá ao seu lado vendo você dormir.
Um bom namorado vai dizer que você é bonita, seu verdadeiro amor vai lhe dizer como é linda por dentro, porque você já sabe como é bela por fora. Um bom namorado vai comprar-lhe presentes, seu verdadeiro amor vai roubar suas coisas. Um bom namorado vai parar quando você pedir para ele, seu verdadeiro amor continuará provocando-lhe apenas para que ele possa se redimir mais tarde. Um bom namorado vai lhe dizer que você não precisa fazer dieta porque você é perfeita como está, seu verdadeiro amor irá forçar você a comer. Um bom namorado vai guardar todas as cartas que você dá à ele, seu verdadeiro amor vai guardar a embalagem de chocolate daquele dia no parque. Um bom namorado vai lembrar do seu aniversário, aniversário de namoro, etc, seu verdadeiro amor vai lembrar a primeira coisa que disse quando se conheceram (não importa o quão estúpido era). Um bom namorado vai emprestar um par de jogos por algum tempo, seu verdadeiro amor vai emprestar o seu telefone por semanas e roubar o seu MP3 player. Um bom namorado vai lhe dizer que ele te ama, seu verdadeiro amor não precisa.



Me dominando

Estou me sentindo um pouco sozinha, apesar de estar com amigos ao meu lado, eu ainda me sinto sozinha, e só de pensar nisso sinto meu coração apertar. É como se eu tivesse sido largada em uma floresta escura, e sozinha, onde eu ouvia gritos, e eu reconhecia cada grito, era os meu gritos, e o pior é que quanto mais eu corria pra longe dessa floresta, mas dentro dela eu estava, e isso realmente está me assustando.
Não consigo parar de pensar nas pessoas que antes se importava comigo, e que agora me odeiam, e o pior de tudo, eu nem sei o porque, ou talvez eu saiba e não queira vê. Mas tudo bem, eu supero, isso é algo que está na minha cabeça, me dominando, mas eu sei que no fim eu não estou sozinha, e isso é o que importa.

Night to remember

Luzes, musica, e olhares. Você de longe me observava, e aquela vontade de sair correndo e te dar um abraço, já era mais forte que eu. Todas aquelas meninas dançando com seus pares, e eu sentada naquela cadeira, em uma mesa lá do canto, sozinha. Sentia que alguém estava se aproximando, pensei que era o garçom, com o drink que eu pedi. Quando me virei, a surpresa, você estava lá, sentado ao meu lado, e o que parecia estar tão perto, parecia estar tão longe.. Com sua vóz doce, e seu olhar encantador, você disse 'oi' o que eu poderia responder além de um simples 'oi'? Eu vi você se aproximar, mais e mais, e você olhava dentro dos meus olhos, eu já podia sentir o seu cheiro, eu ja podia sentir o seu corpo perto do meu, foi mais forte do que eu, derrepente, percebo que aquilo não é um sonho, e meus labios tocaram nos teus, você segurava a minha mão, minha perna tremia, e o meu pobre coração, não sabia o que sentir. Derrepente, você diz 'tenho que ir embora agora, conversamos depois' eu não queria que acabasse, nunca. Mais acabou, e eu espero que aquele momento tenha sido tão especial, pra você, quanto foi pra mim.

Rótulos vazios

Se digo que não sei onde chegarei, mas ainda assim sigo sabendo que vai dar tudo certo, é um pensamento positivo. Se deixo de ir para algum lugar achando que alguma coisa vai acontecer, é pessimismo. Se perco meu tempo em coisas desnecessárias para depois correr contra ele, é burrice. Se me afogo em lágrimas pela dor da ausência e continuo a esperar, é ilusão. De onde surgiu tantas conclusões? Será que ninguém nunca fez algo apenas uma vez ou mais de uma vez que não tinha absolutamente nada a ver consigo mesmo, mas que era necessário? Eu afirmo: Não sou uma pessoa positiva, nem pessimista, e não sou burra, não gosto de me iludir. Mas se algum dia cheguei ao ponto de receber tais rótulos foi porque precisava cometer alguns erros para hoje saber o que fazer. Não me arrependo, nem me envergonho de tais erros, mas também não mereço julgamentos em relação a minha vida pessoal. Vivo aos poucos, vivo para acertar, vivo para ser feliz. Só isso.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010







Testamento



A aqueles que me amaram,

Deixo o orvalho no verão
A aqueles que por mim choraram,

As cartas no alçapão

Aos poucos que acreditaram
Naquilo que queriam ver
Deixo as utopias guardadas
E o sol do entardecer
Aos beberrões e aos sãos,

E aos desacreditados na vida
Deixo todas as memórias
E as canções de pianista
A aqueles que não me viram

Ou jamais virão a ver
Deixo-lhes os meus sorrisos
E o meu ‘muito prazer’
Aos velhinhos de todo o mundo,

Deixo as cores e a insensatez
E todos os meus antigos
Parceiros de xadrez

A aqueles que amei em silêncio

Que fiquem com a irritação
De procurar no escuro
O caminho para um coração
Aos jovens e derivados

Deixo a eles o prazer,
Deixo a carteira de cigarros

E os pecados que quis cometer

Aos que tem um ao outro
Dou apenas a solidão
Dentre todas as almas grudadas

Há de haver um espaço vão

Aos eternos coadjuvantes

Dou as palmas finais

Atuar em invisível
É o mais triste dos rituais

Aos que tiveram quase tudo

Dou-lhes ainda mais,

Viver pela metade

É morrer sem viver jamais
Aos que nunca existiram

Dou as lágrimas que não chorei
E aos que morrerão comigo
O pouco que ainda sei

E a ti, que tanto amei,

E que tanto me foi querido
Deixo apenas os tormentos
De mais um coração ferido.













All I Need


Me tira o sono, me aperta, me prende. Pode até nem saber, mas monopoliza meus pensamentos. Quem é você? O que é você? Eu nunca quis me apaixonar assim, nunca quis depender tanto de alguém, mas eu dependo e agradeço ao destino que te trouxe até mim, aos poucos. E aos poucos eu fui mudando o rumo, não que agora eu saiba para onde ir, mas eu sei com quem eu quero ir. Com quem eu vou. Maldito sorriso que me traz a calma, maldito olhar que me tira uma de minhas maiores habilidades: manipular. Eu não posso mentir com esses olhos sob mim, talvez por isso eu repita tanto "Obrigada", porque muitas vezes essa é a única verdade. Então eu sigo, lutando para conquistar tudo você, que é a única pessoa que eu preciso para ser feliz.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010




Utopia




Uma dose de Tequila, ou um begue, por favor . Deixe me livrar de meus pés cansados e de meu corpo in-sólido . Quero outro frescor . Algo demasiadamente concreto para que meus sonhos não se desfragmentem em segundos, cada um, um por um . Minhas pálpebras já estão cansadas, nelas estão carregadas pedaços de dormência, de insanidade, de insônia . Quero as fechar, quero me fechar, quero viver em meu mundo inclusivo onde tudo é azul . Punhos, mãos, pele . Sinto-me dilacerar a cada grão de areia que se cai sob a minha ampulheta inexistente . Dói, meu querido, dói . E não estamos juntos nessa . Não nessa . Não estamos compartilhando os mesmo atos, fatos ou morbidez . Sua retórica em meus tímpanos, já não soam mais eloqüentes . Minhas vozes não ecoam mais a te procurar . Minhas vozes hoje possuem um toque de persuasão, incita cada pedaço humano que ainda existe dentro de você . Você é humano querido ? Pois humano é a última coisa que posso me recordar do tempo em que a polaridade entre nós ainda era igual .

sábado, 6 de novembro de 2010


Lembranças do passado: 06/05/1765


A mão pálida estendeu-se a mim naquele quarto escuro e vazio, seus olhos verdes preenchidos em uma falsa inocência que me convenceram de que deveria seguir seus lábios com os meus, numa suavidade interessante. O seu cheiro invadiu minha mente, causando certo desejo em mim, o suor descia pelo meu corpo: queimando-o. Suas mãos leves empurravam-me para trás, em vão. Tentei fingir que perdia o equilíbrio e caía na cama, deitou sobre meu corpo o seu e acariciou meu rosto com as costas da mão. Os lábios sedutores encontraram-me enfim, as línguas bailavam provocando-me, manipulando-me. O beijo encontrou seu término vazio quando sua língua acompanhou uma linha ao meu ouvido e sussurrou: – Amo-te. – Não conseguia prosseguir, não sentia o mesmo. O desejo era visto em seus olhos. Sua respiração foi correndo até a pele de meu pescoço senti seus dentes afiados tocando-o e puxando conta si numa delicadeza incomum. Senti uma ânsia de tocar-te: acariciei vagamente seu tronco. Afastou-se gentilmente de meu corpo e levantou-me. Lágrimas desciam dos meus olhos, estavam negras e avermelhadas: lágrimas de sangue, quiçá. Declarei o que precisava dizer para fazê-lo ficar: Amo-te. – Menti. Senti sua vaga aproximação de mim e este dormiu aconchegado em meus braços com sua face enterrada em meus cabelos.



Assassina


Caída, fria e imóvel. Nenhum batimento cardíaco, nenhuma respiração. Morta. As suas últimas lágrimas ainda brilhavam em seu rosto pálido e bonito - que agora estava machucado e banhado de sangue. Seu braço esquerdo estava em um ângulo esquisito, enquanto o direito fora arrancado bruscamente, deixando um buraco preto e sangrento no lugar. Suas pernas estavam despidas, e haviam múltiplos arranhões e hematomas nelas, como se ela tivesse resistido. Eu havia passado os olhos pelo seu rosto, sem prestar atenção - não queria acreditar que aquilo era verdade. Mas agora, eu olhava cada detalhe. Os cabelos loiros e encaracolados de Jane estavam cobertos de água e sangue, grudando em suas bochechas. Sua boca estava rachada e entreaberta, por onde escorria um líquido amarelo nojento. E ela não tinha mais os dois olhos. O esquerdo havia sido arrancado, enquanto o direito estava parado para sempre. E eu me perguntava quem havia feito isso. Eu? Bryan? Peter? John? Eu não me lembrava direito; apenas flashes estranhos e confusos passavam em minha mente, mas a maior parte era escura. Passei a mão na boca, e então veio a surpresa. Eu estava coberta de sangue. Do sangue de Jane.

Minhas melhores palavras estão dentro de uma gaveta..


Todos os meu cigarros acabaram. Minhas garrafas de vodka estão jogadas no chão. Faz duas horas que estou em frente a este teclado. Chorei. Gritei. Dei dois socos na mesa. Redigi tudo o que você precisava saber. Tudo o que você causou em mim. Dilacerou o meu interior. Simplesmente esfarrapou meu ser. Guardei. Não mandei, não enviei. Não mencionei a existência desses escritos. Estão ali, dentro daquela gaveta arcaica. É a forma que encontrei para aliviar o meu suplício. E não, você nunca vai saber o que está escrito. De nada iria adiantar. Então … me deixa.

Tu vem, eu vou.


Tu vem, eu vou. Nunca estás onde estou.
Eu vou, tu vai, nunca te acho por lá. Caminhos diferentes, pessoas carentes, que se encontram apenas no sonho mais profundo. Sinto que estou perdendo, mesmo não vendo. Mesmo você não percebendo, eu estou aqui. Posso ser uma coadjuvante nessa história toda, não paro de pensar naquele nosso encontro que não aconteceu. Te encontro nas minhas poesias, vejo minhas manias, mas a maior delas é você. Para quem disse que nunca iria se apaixonar, me apaixonei, troquei o vicio de fumar, pelo vicio de amar, amar você.